Oi meu caro leitor ! Bom dia ! Estou iniciando o meu blog "Convicções Filosóficas, onde pretendo expor meu pensamento sobre Filosofia, Politica, Religião e Sociologia e dicutir, com você, estes assuntos de maneira, franca, honesta e respeitosa, em busca da verdade. Este primeiro texto da uma introdução ao titulo. Vamos la.
I -
Aos 82 anos, continuo com as mesmas convicções que fui sedimentando a partir dos meus 19 anos. Em 1960, fui para Belo Horizonte estudar o então segundo grau, ou seja, o curso cientifico ou clássico conforme se destinasse a área de exatas ou humanas, equivalente hoje ao Ensino Médio que era de três anos. Nesta época começaram minhas tribulações existenciais, principalmente religiosas, embora estas já vinham de alguns anos antes. Questionava, comigo mesmo, a minha crença, religiosa no sobrenatural e as praticas religiosas que trazia da minha educação familiar como o tal terço, uma repetição enfadonha de ave-marias e santa-marias, a confissão de pecados, a missa obrigatória aos domingos e as recomendações dos padres para preservar e manter a fé. Esta ultima pratica, então, me intrigava muito. or que esta preocupação em manter a fe ? Vi, então, que a crença em Deus, no sobrenatural, era uma questão de fe, Sem a fe não haveria crença. A fe era o suporte da crença, mas a fe não tinha suporte. Se perdesse a fe, perderia a crença. E a fe era uma opção pessoal. Ter fe ou não ter fe. E eu estava perdendo a fe e por consequência a crença. A fe so não me bastava. Eu queria alguma coisa mais concreta, mais convincente. Os sinais materiais e exteriores da religião, os templos suntuosos, as praticas religiosas e os ritos, não me convenciam da existência de Deus. As vezes, pelo contrario, me aumentavam mais as duvidas.As praticas não coadunavam com as predicas. As duvidas me atormentavam. Procurei então, na Igreja da Boa Viagem um Confessor (eu havia estudado num seminário católico onde cada seminarista tinha o seu confessor) e relatei a ele as minhas atribulações. Ele recomendou que eu rezasse mais e pedisse a Deus,por intercecao de Maria, que preservasse a minha fe. Recomendou o terco, a salve rainha e o Pai Nosso. E disse que a minha pena seria fazer estas orações por três dias.Sai confiante que a minha fe estava salva com a receita de um padre, o representante de Deus, na terra.
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